sábado, 24 de maio de 2014

Unisonic - For The Kingdom (EP)



Unisonic
For The Kingdom (EP)
Lançamento: 23/05/2014

Bom, pra começar, o EP tem 6 músicas, mas só duas são inéditas: For The Kingdom, que fará parte do próximo álbum, e You Come Undone, exclusiva desse disco. As outras 4 músicas são do primeiro álbum, gravadas ao vivo na República Tcheca, no Masters Of Rock 2012.

Segundo: sou suspeita pra falar de projetos que envolvam Kai Hansen e Michael Kiske, que dirá os dois juntos.

Tendo dito isso, vamos ao que interessa.

Achei que a For The Kingdom é mais power metal e menos hard rock, que era a linha do primeiro álbum. Me pareceu que o Kiske tá com um pouquinho menos potência na voz do que nos trabalhos anteriores e se segura um pouco pra cantar essa música, mesmo nos agudos. Mas o instrumental é perfeito. Dá pra ouvir todos os instrumentos perfeitamente, até o baixo, que geralmente fica um pouco escondido. Se o álbum seguir nesse pique, certeza que será muito bom.

Já a You Come Undone volta pro esquema antigo. Riffs mais hard rock, vocal com um pouco mais de potência - aparentemente esse é mesmo o estilo preferido do Kiske, porque ele parece estar bem mais à vontade aqui. Em compensação, o instrumental é mais morno, mais contido, mas não deixa de ser uma boa música.

O resto das músicas são ao vivo, então não vou gastar o tempo de vocês falando muito delas: são ótimas e mostra que a banda ainda tem energia pra um bom tempo de música.

Além desse Ep, eles também vão lançar uma versão em vinil de 12", com a ordem das músicas um pouco diferente. 


Tracklist:

1- For The Kingdom
2- You Come Undone
3- Unisonic (Live)
4- Never Too Late (Live)
5- Star Rider (Live)
6- Souls Alive (Live) 

Unisonic

Dennis Ward - Bass
Kosta Zafiriou - Drums
Michael Kiske - Vocals
Mandy Meyer - Guitars
Kai Hansen - Guitars



quarta-feira, 21 de maio de 2014

Final Fright - Wrapped In Chains (EP)


Final Fright
Wrapped In Chains
Lançamento: 02/04/2014


Essa resenha será, provavelmente, a mais curta da história desse blog.

Banda foi formada em 2010, na Itália, conta com uma demo lançada em 2012 e esse EP, lançado exatamente 2 anos depois. A produção dos dois foi independente e eles ainda não tem contrato com nenhuma gravadora.

Não tive acesso à demo, mas esse EP é sensacional. Confesso que ainda não é o ideal em termos de produção, mas o potencial desses caras é enorme. Thrash oitentista, vocal gritado (no bom sentido), guitarras sujas, bateria diretaça.

Também não vou dar destaque nenhum porque.. bom, o EP tem 4 faixas. Ele é o destaque.

 Mal posso esperar pra ouvir um álbum completo deles.



Tracklist:
1- My Day
2- You Deserve To Die
3- Parasite
4- Dragged By Fate

Final Fright:

Chene - Bass
Corra - Drums
Borto - Guitar
Jak - Guitar
Deriu - Vocals





terça-feira, 20 de maio de 2014

Arch Enemy - War Eternal

 
Arch Enemy
The War Eternal
Lançamento Previsto: 10/06/2014
 

Estou eu atualizando o meu play para mais um dia de labuta com os álbuns recentes, quando me lembro…

“Verdade, estou com o novo play do Arch Enemy para ouvir, por que não aumentar a prioridade dele e ir ouvindo enquanto me locomovo em direção ao trabalho.”

Mas sem muita expectativa, pois ultimamente as bandas mais conhecidas não andam fazendo trabalhos que nos deixam admirados, mas enfim, essa é uma opinião pessoal minha e lá vamos nós.

Minhas impressões faixa por faixa, pois quando o álbum é bom, vale a pena!!!

Começo a ouvir o play, vem a intro para dizer que é Arch Enemy e logo na entrada vem aquela paulada com Never Forgive, Never Forget e eu pensando…

“Caramba!!! Os caras realmente resolveram voltar para o passado!!!”

Me lembrou muito o AE na fase Johan Liiva, porém, mais técnico, provavelmente devido a experiência de todos, solos e riffs precisos e uma bateria bem competente acompanhando o resto que ainda estaria por vir.

Logo em seguida, vem a muito comentada War Eternal que dá o nome ao álbum, bem, essa como foi a música de entrada e que vazou da nova vocalista Alissa White-Gluz (ex-The Agonist) dividiu muito os fãs da Angela Gossow, eu preferi não efetuar os meus comentários sobre a troca, pois queria ouvir o play inteiro antes de opiniar.

A 4a faixa, As The Pages Burn, começa naquela pegada Arch Enemy fase Angela que todo mundo está acostumado a ouvir, mas se pensa que o som vai continuar assim? Mero engano!!! O tempo da música muda e a deixa insana, lógico que depois tem umas passagens a lá fase Angela, porém, a Alissa foi muito competente e conseguiu trazer um peso bem legal a faixa.

A 5a é a No More Regrets, que ainda deixa o álbum no ápice com pegadas rápidas e precisas como deve ser um bom álbum de Melodic Death Metal.

You Will Know My Name é a 6a faixa e desce um pouco o nível de velocidade, mas nem por isso acaba atrapalhando ou estragando, muito pelo contrário, nela percebemos que ainda estamos ouvindo Arch Enemy, tudo bem que em uma tonalidade diferente, mas o peso e a essência da banda ainda estão lá

A 7a é a Graveyard of Dreams, som que faz uma ponte para o que há por vir, como em grande parte dos álbuns do Arch Enemy.

E chega, a 8a é a Stolen Life e quem já ouviu The Agonist, nessa faixa lembra um pouco, porém com o jeito Arch Enemy de ser, será que consegue me entender? Enfim, aqui a Alissa mostra para o que veio e já se sente consolidada e a vontade com a banda!!!

A 9a é Time is Black, que começa com um choro de bebê e um toque bem característico, até um pouco diferente do que estamos habituados se tratando de Arch Enemy, porém, logo entram riffs com uma pegada bem característica, coisa que já não ouvíamos há tempos do Mike Amott e logo a música entra em sua cadência e toma a atenção do ouvinte de uma forma bem interessante.

On and On é a 10a faixa, nesse caso, novamente percebe-se a influência do Arch Enemy na fase Angela nesse som, porém com o peso adicional característico presente no álbum inteiro, provavelmente isso se deve a Alissa que faz um excelente trabalho.

Avalanche é a 11a, confesso que gostei do toque modernizado no inicio da música levando a uma cadência mais caótica vamos chamar assim e puxando para o que já estamos acostumados a ouvir em matéria de Melodic Death Metal.

Down to Nothing é a 12a, faixa perfeita para mostrar a nova identidade do novo Arch Enemy, pegada precisa, bateria insana e uma voz brutal que atualmente poucas conseguem fazer como a Alissa, a paulada fica tão insana em alguns momentos que se faz necessária até uma certa cadência para não pensar que se está ouvindo um álbum de Death/Thrash.

E a 13a é a Not Long for This World, bem, se você está acostumado a ouvir os plays antigos na fase Angela, já sabe que essa é a de fechamento do álbum, música instrumental, porém pesada, mais lenta e com a bateria ditando a cadência, quando você ouve aqueles batimentos cardíacos incluídos na música e a faixa acaba fica com uma sensação de… Mas já acabou???

Resumo geral, IMHO (In my humble opinion) a entrada da Alissa ajudou a revigorar a banda que resolveu fazer um som com o peso e cadência necessárias que vai agradar qualquer fã de Melodic Death Metal e até mesmo os fans que vinham torcendo o nariz com essa troca, confesso que esse álbum me surpreendeu na metade da 2a faixa, tanto que já ouvi ele 3x e já posso dizer que ele foi uma das melhores pedidas do ano até aqui.

Altamente recomendado para quem curte o estilo.

Faixas:

1.  Tempore Nihil Sanat (Prelude em F minor)
2.  Never Forgive, Never Forget
3.  War Eternal
4.  As The Pages Burn
5.  No More Regrets
6.  You Will Know my Name
7.  Graveyard of Dreams
8.  Stolen Life
9.  Time is Black
10. On and On
11. Avalanche
12. Down to Nothing
13. Not Long for This World

Arch Enemy:

Alissa White-Gluz - Vocals
Nick Cordle - Guitars
Michael Amott - Guitars
Sharlee D’Angelo - Bass
Daniel Erlandsson - Drums





segunda-feira, 12 de maio de 2014

Elvenking - The Pagan Manifesto


Elvenking
The Pagan Manifesto
Lançamento: 09/05/2014

É o velho Elvenking, com um som mais maduro. mas não muito. É um álbum simpático. Refrões um pouquinho grudentos e que você se pega cantando na segunda vez que eles são repetidos (sim, sou eu agora com a Elvenlegions). Em comparação com o primeiro álbum, o som da banda está muito melhor, mas as composições ainda não evoluíram muito.

King Of The Elves parece ser um resumo da proposta da banda: folk, caos, melodias, vocais melódicos, vocais guturais e mais caos. Towards The Shore é a puramente folk. Pagan Revolution é a mais rápida. E por aí vai.

A produção podia ser melhor também. O som parece sujo, o vocal se destaca demais e o resto fica chapado ao fundo.

E apesar dele um pouquinho longo demais, não é um álbum pra ser desprezado pelos fãs do estilo.

Destaque para Black Roses For The Wicked One, a menos folk do álbum.



Tracklist:

The Manifesto
King of the Elves
Elvenlegions
The Druid Ritual of Oak
Moonbeam Stone Circle
The Solitaire
Towards the Shores
Pagan Revolution
Grandier's Funeral Pyre
Twilight of Magic
Black Roses for the Wicked One
Witches Gather

sábado, 10 de maio de 2014

Hatriot - Dawn Of The New Centurion


Banda: Hatriot
Álbum: Dawn Of The New Centurion
Lançamento: 21/02/2014


E a família Souza acerta mais uma vez. Zetro e seus filhos Cody (baixo) e Nick (bateria), ajudados pelos guitarristas Kosta Varvatakis e Justin Cole, entregaram mais um álbum de puro thrash metal oitentista.

Sou suspeita pra falar porque sou fanzaça do Steve Souza, acho que ele tem uma das melhores vozes do thrash metal e talvez a mais reconhecida. E o que dizer? É o cara anos 80 de novo, vocal rasgado, sujo e poderoso. E o resto da banda também não faz feio. Solos bem feitos, bateria diretaça e o baixo só acrescenta peso (é só ouvir os primeiros 30 segundos de Superkillafragsadicticactsaresoatrocious - sim, eu decorei, é uma frase, espia só: Super killer frag sadistic acts are so atrocious - pra entender).

A produção do álbum sempre foi um ponto muito importante pra mim e o Dawn não deixa (quase) nada a desejar. Em algumas músicas o vocal vai parar lá no fundo, como na faixa título. Mas nada que comprometa a porrada na orelha que está esse álbum.

Nas palavras do próprio Souza, "no último ano, a Hatriot cresceu mais como banda e as músicas do novo álbum vão refletir isso. As músicas são mais longas e mais melódicas, enquanto mantêm o estilo thrash metal pelo qual somos conhecidos"

Destaque para Your Worst Enemy, Silence In The House Of The Lord e Honor The Rise And Fall.


Tracklist:

01. My Cold Dead hands
02. Your Worst Enemy
03. The Fear Within
04. Honor In The Rise And Fall
05. SUPERKILLAFRASADISTICACTSARESOATROCIOUS
06. Silence In The  House Of The Lord
07. World Funeral
08. Dawn Of The New Centurion
09. Consolation For The Insane
10. Midnite Maniac (Bonus track - Krokus cover)

Hatriot:

Cody Souza - Bass
Justin "J.C" Cole - Guitars
Nick Souza - Drums
Steve "Zetro" Souza - Vocals
Kosta "V" Varvatakis - Guitars




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Persuader - The Fiction Maze



Persuader
The Fiction Maze
Lançamento: 17/01/2014

Riffs poderosos, som cristalino e sem perder o peso e o excelente vocal de Jens Carlsson. Esses três elementos basicamente definem esse álbum.

The Fiction Maze não é nada de novo e ao mesmo tempo é. É o bom e velho power metal agressivo típico da banda sueca e ao mesmo tempo é uma novidade no power metal, que sofria com a falta de criatividade nos últimos tempos.

Em algumas músicas a influência de Blind Guardian fala mais alto - e até seria impossível que não transparecesse, já que a voz de Jens é quase gêmea da de Hansi Kursch, mas o vocal mantém sua identidade, mais rasgado, flertando com o gutural.

Em termos de produção, esse álbum beira a perfeição. Apesar do peso, é possível se ouvir cada notas das melodias, cada variação do vocal, cada batida na bateria. Bateria, aliás, excelente, muitíssimo bem executada e com viradas complexas.

Destaque pra música título, que funciona como um resumão do álbum; Son of Sodom, mais cadenciada; e Sent To The Grave.



Um álbum que todos que gostam de power metal deveriam ouvir. 

Tracklist:

01.One Lifetime
02.War
03.The Fiction Maze
04.Deep in the Dark
05.InSect
06.Son of Sodom
07.Sent to the Grave
08.Heathen
09.Dagon Rising (Instrumental)
10.Worlds Collide
11.Falling Faster
12.Aftermath (Japanese Bonus Track)

Persuader:

Fredrik Hedström - Bass
Daniel Sundborn - Guitars
Emil Norberg - Guitars
Jens Carlsson - Vocals
Efraim Juntunen - Drums